Inicio  » Revista Veterinaria REDVET  » REDVET Vol 18 Nº 02 Febrero 2017

021710 - INTERVENÇÕES ASSISTIDAS POR ANIMAIS: UMA NOVA PERSPECTIVA NA EDUCAÇÃO (ANIMAL ASSITED EDUCATION: A NEW PERSPECTIVE IN EDUCATION)

Autor

NOBRE, Márcia de Oliveira: Médica Veterinária, Drª Professora da faculdade de veterinária e Coordenadora do Projeto Pet terapia da Universidade Federal de Pelotas|  KRUG, Fernanda Dagmar Martins: Médica Veterinária, Mestre em Ciências, Residente do Programa de Residência Multiprofissional na área de Intervenções Mediadas por Animais | CAPELLA, Sabrina de Oliveira: Médica Veterinária, Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Veterinária da Universidade Federal de Pelotas | CANIELLES, Carla: Médica Veterinária, Mestranda do Programa de Pós-graduação em Parasitologia da Universidade Federal de Pelotas | PEREIRA, Carvalhal Simone: Psicopedagoga da rede Municipal de Educação de Pelotas – RS.








Fecha de publicación

02/04/2017

Resumen

A educação assistida por animais (EAA) é uma metodologia aplicada a um planejamento pedagógico que busca o desenvolvimento integral do sujeito. Este pode ser considerado um método de ensino à medida que surge enquanto instrumento que media as relações dos sujeitos com o mundo, possibilitando a construção de novos conhecimentos. É um processo inovador que permeia a educação especial ofertada em escolas de ensino regular. Assim, o projeto Pet Terapia da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal de Pelotas em parceria com a rede municipal de ensino do município de Pelotas (RS) desenvolveu um trabalho de educação assistida por animais, com o objetivo de favorecer o desenvolvimento integral do sujeito, favorecer as relações, trocas sociais e afetivas, além de otimizar o aprendizado de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) utilizando o cão como facilitador da relação do educador e aluno.As atividades pedagógicas nas escolas foram discutidas e planejadas pela equipe do Pet Terapia em conjunto com a equipe de psicopedagogos da sala de recursos multifuncionais (SRM) da instituição, sendo atendidos dois alunos (X e Y) com TEA. Todas as atividades contavam com os cães como mediadores e estas eram realizadas uma vez por semana. Primeiramente foi desenvolvida a interação e o desenvolvimento de vínculos afetivos com o cão e a equipe, e também o desenvolvimento da cognição, da mobilidade, do equilíbrio e da motricidade fina.Ao final dessas ações planejadas e executadas em conjunto alguns avanços foram percebidos e relatados pela comunidade escolar, família, professora da sala de recursos e equipe do PET. A medida que foram ocorrendo as intervenções, os alunos foram gradativamente permitindo a aproximação do cão e dos demais colaboradores do projeto. Portanto, possibilitando maior aceitação das atividades propostas pelos educadores, ao longo das semanas, tornando o cão mediador para o aprendizado e a socialização.Os resultados obtidos foram diferentes para cada um dos alunos, mas segundo a avaliação dos professores e da família os avanços foram percebidos a cada atendimento, sejam estes ligados a interação social, afetividade, expressão corporal e cognição. Assim concluímos que a Educação Assistida por Animais é uma forma eficaz de motivar os alunos com TEA, para que se possa trabalhar de forma individual as suas necessidades e com isto estimula-los e capacitá-los nos diversos saberes. Os resultados obtidos demonstram que Educação Assistida por Animais tem um grande potencial para ser utilizada de forma rotineira na educação especial em escolas regulares, desde que se tenha o apoio de uma equipe multidisciplinar, com cães treinados especificamente para as intervenções mediadas por animais e os trabalhos sejam desenvolvidos a partir das necessidades de cada aluno de forma trans e interdisciplinar.

Abstract

Animal assisted education (AAE) is a methodology applied to a pedagogical planning that search the integral development of the subject. This can be considered a teaching method as it emerges as an instrument that mediates the subjects' relations with the world, making possible the construction of new knowledge. It is an innovative process that permeates the special education offered in regular schools. Thus, the Pet Therapy project of the Veterinary School of the Federal University of Pelotas in partnership with the municipal education of Pelotas (RS) developed a work of animal assisted education. The aim of this project was promote the integral development of the subject, favoring relationships, social and affective exchanges, and optimize the learning of children with Autism Spectrum Disorder (ASD) using the dog as a facilitator of the relationship between educator and student. The pedagogical activities at the schools were discussed and planned by the Pet Therapy team in conjunction with the team of psychopedagogues of the Multifunctional Resources Room (MRR) of the institution. Two students (X and Y) with ASD were assisted by the project. All activities relied on dogs as mediators and these were held once a week. First, the interaction and development of affective bonds with the dog and the team was developed, as well as the development of cognition, mobility, balance and fine motor skills. Some advances were perceived and reported by the school community, family, teacher of the resource room and PET team at the end of these actions planned and executed together. As the interventions were occurring, the students were gradually allowing the dog and the other project collaborators to approach. Therefore, allowing greater acceptance of the activities proposed by the educators, over the weeks, making the dog mediator for learning and socialization. The results obtained were different for each of the students, but according to the evaluation of the teachers and the family the advances were perceived at each attendance, whether these are linked to social interaction, affectivity, body expression and cognition. Thus, we conclude that AAE is an effective way to motivate students with ASD, so that they can work individually on their needs and thereby stimulate them and enable them in the various knowledges. The results show that AAE has great potential to be used routinely in special education in regular schools, provided that it has the support of a multidisciplinary team, with dogs trained specifically for animal mediated interventions and the works are developed from the needs of each student in a trans and interdisciplinary way.

Artículo

Palabras clave

Transtorno do Espectro Autista, Aluno, Educador, Cão, Autism Spectrum Disorder, Student, Educator, Dog



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